P. N. de Ubajara – CE

P. N. de Ubajara – CE

Hoje ficamos sabendo que o Parque Nacional não está abrindo nas segundas-feiras. Assim, não conseguimos fazer o passeio à famosa Gruta de Ubajara e, o pior, teríamos que passar mais uma noite nesse lugar infestado de animais desagradáveis. Acabamos indo procurar outro hotel para ficar e como em situações como essa – de emergência – a gente faz qualquer coisa, acabamos ficando na melhor pousada, onde escolhemos um quarto que ficava no segundo andar e era bem espaçoso (deviam caber umas 7 pessoas bem acomodadas).

Como não poderíamos passear no parque, acabamos indo com mais um grupo visitar a Cachoeira do Frade, que fica a 30 km da cidade. O local é bonito, mas teríamos aproveitado melhor se tivéssemos levado o saco estanque para proteger o equipamento fotográfico, pois havia pontos em que tínhamos que caminhar pelo rio. Mas mesmo assim valeu a pena.

Na volta para a cidade, fomos a um mirante sensacional. A vista lá de cima nos lembrou um dos lugares que mais gostamos: os cânions da Serra Geral. Aliás, Ubajara nos lembrou muito o Sul: o dia amanhecia com uma neblina espessa que só se dissipava lá pelas 10 horas e as noites eram bem frias.

P.N. de Ubajara
Para variar amanheceu com neblina e resolvemos fazer a caminhada até a Gruta de Ubajara com o grupo que saía às 9 horas. A trilha é fácil e só descida, caminha-se dentro da Mata Úmida, um resquício de Mata Atlântica em meio a tanto cerrado. Vez que outra chega-se a um mirante que nos delicia os olhos com a paisagem da região.

Na realidade, o que nos atrapalhou um pouco durante a trilha foi a companhia de duas crianças que passaram as 3 horas de caminhada gritando o tempo todo. Haviam nos dito que era relativamente fácil avistar algum pequeno animal nas trilhas, mas, com aquela bagunça toda, não conseguimos ver nada.

No caminho, conhecemos um casal de franceses (outro!) que estava começando uma viagem de 2 meses pelo Brasil. No final da caminhada, nós quatro apressamos o passo para chegar antes à Gruta a fim de poder visitá-la com mais calma.

E foi isso que aconteceu. Mas confesso que nos decepcionamos um pouco: como ela era alvo intenso de romarias, muito da Gruta foi destruído e as suas paredes estão todas pichadas com os nomes de seus antigos visitantes. Quando o Parque foi criado, na década de 60, pouco pode ser feito, a não ser evitar que o que restou fique ainda mais destruído.

O retorno pelo teleférico, que sobe centenas de metros em apenas 3 minutos, foi o mais divertido. A vista lá de cima é espetacular!!!

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