P. N. de Sete Cidades – PI

P. N. de Sete Cidades – PI

O raio cai duas vezes no mesmo lugar

Depois de uma semana na região de São Raimundo Nonato, saímos finalmente em direção ao Parque Nacional de Sete Cidades. Já conhecíamos a estrada até Floriano e sabíamos que não era ruim e, talvez pelo excesso de segurança, fomos pegos de surpresa por um ferro no meio da pista: ouvimos um grande estouro e nos demos conta que o pneu tinha furado. Às 14 horas, estávamos nós no meio de uma estrada quase deserta e sob um sol de rachar aprendendo a manejar o macaco da Land. Para marinheiros de primeira viagem até que não fomos mal: trocamos o pneu em 40 minutos.

A próxima cidade era a nossa velha conhecida Floriano, e encontramos uma grande borracharia bem ao lado do hotel onde ficamos dias atrás (seria isso um sinal?). Enquanto esperávamos o pessoal consertar o pneu, notei que outro pneu dianteiro parecia meio murcho. Resultado: ele também estava furado. Não acreditamos: era muito azar ter dois pneus furados no mesmo dia….para quem não furava um pneu há três anos!!! A viagem até Teresina teve que ser abortada e acabamos pernoitando novamente no hotel Boa Viagem.

Passeio por Teresina e chegada ao P.N. de Sete Cidades
Saímos de Floriano super cedo e a estrada até Teresina estava em boas condições. Cada vez que chegamos a uma cidade grande, levamos um choque. Não estamos mais acostumados com trânsito, muita gente na rua, camelódromos, etc. A prova disso é que, quando queríamos entrar no banco, o Renato chegou a bater em um carro que estava atrás – sorte que não amassou nada. Pelo menos, é nas cidades grandes que conseguimos nos reabastecer de coisas mais específicas, como benzina, por exemplo. Nós precisamos de benzina para o nosso fogareiro, mas o grande problema, no entanto, é saber onde encontrá-la. Em Palmas, benzina é usada para o tratamento anti-caspa (ai…ai…ai) e é encontrada em farmácias; em outras cidades, é usada para limpar peças de relógio; e, aqui em Teresina, fomos surpreendidos quando achamos em lojas de artigos veterinários, vendida a granel.

De Teresina a Piripiri, paramos numa vaquejada para matar as saudades dos rodeios do interior do Rio Grande do Sul. Chegamos no PN de Sete Cidades à noite e acampamos ao lado do Hotel Parque 7 Cidades.

P.N. de Sete Cidades
O passeio pelo Parque é super rápido: pode-se visitar quase todos os atrativos de carro e as trilhas são curtas. O grande atrativo são as formações rochosas que são sempre semelhantes a alguma coisa conhecida, seja o mapa do Brasil, seja uma biblioteca, uma tartaruga ou elefante. Ou seja, passamos o dia todo olhando para rochas e tentando descobrir com o que elas se pareciam.

Na realidade, o passeio é todo voltado para a imaginação das pessoas e pouco se fala das formações rochosas em si, da geologia, da geografia, da fauna e flora do local. O passeio valeu a pena pelo fato das formações serem realmente diferentes, mas no final parece que ficou faltando algo que desse maior consistência à visita.

Mas, não foram as formações rochosas os grandes atrativos do dia. Nós fomos avisados que, na quarta cidade, duas cascavéis estavam enroladas acasalando bem ao lado da trilha. Não foi nem preciso repetir e lá estava o Renato rumo ao local indicado. O meu grande pavor são os sapos e rãs, mas é claro que sabendo que existem duas cascavéis bem ao lado da trilha, eu seria muito boba de ir conferir. O Renato seguiu o guia e os dois partiram em busca das bichinhas. Voltaram um tempo depois e me arrastaram para ir lá ver. Quando chegamos, as cobras, que antes estavam completamente enroladas, já tinham mudado de posição e uma delas já estava bem alerta com a nossa presença. O Renato fez algumas fotos com a máquina digital e aí pude ver que a tranqüilidade dele não era assim tão grande: as fotos ficaram bem tremidas.

Viagem para Ubajara

A Invasão dos Anfíbios II

Hoje retornamos a algumas cidades do Parque para fazer mais fotos, almoçamos e depois pegamos a estrada. Mais uma vez resolvemos mudar o roteiro: antes de ir para o litoral e visitar o Delta do Parnaíba, decidimos por seguir para o Ceará e visitar o P.N. de Ubajara, que ficava a apenas 130 km dali.

Ao chegarmos na cidade, encontramos um casal de franceses com os quais já tínhamos conversado dias antes em 7 Cidades e acabamos ficando na mesma pousada que eles.

A pousada tinha chalés e só tinha um deles disponível: o chalé era minúsculo, chegando a ser quase claustrofóbico, mal cabíamos nós dois e as nossas mochilas e, além de tudo, a luz era muito fraca. Para completar, o banheiro era coletivo e também era claustrofóbico. Mas como chegamos no meio da tarde, acabamos aceitando e achando que não seria tão ruim ficar ali. Mas tivemos que mudar para a barraca no meio da noite pois no quarto  se multiplicaram as perecas.

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