Morro Branco – CE

As falésias coloridas de Morro Branco

Saímos ao meio-dia do domingo de Porto das Dunas e pegamos a estrada até Morro Branco. É possível fazer esse trajeto pela praia, na maré baixa, mas resolvemos fazê-lo pelo asfalto, já que a paisagem não seria tão impressionante até lá.

No meio do caminho, passamos por Caponga, uma das maiores produtoras de rapadura do Ceará. Isso mesmo! São vários pequenos engenhos espalhados à beira da estrada onde se pode ver todo o processo da produção dessa guloseima tão adorada pelo povo nordestino. Não poderíamos sair de lá sem comprar alguns pacotes de rapadura e outros doces caseiros. Uhm…

E, assim, fomos até Cascavel onde pegamos uma balsa e chegamos a Morro Branco pela praia (aliás, cada balsa que pegamos é uma emoção! Elas são tão pequenas, frágeis e artesanais que parecem que não vão dar conta do jipe. Cada travessia nos dá um frio na barriga e só sossegamos depois que ela chega ao outro lado da margem!).

Chegar em um domingo em Morro Branco não foi uma boa idéia: como a praia fica próxima de Fortaleza, dezenas de ônibus saem da capital para passar o dia nas praias de Morro Branco. E confesso que nos assustamos um pouco com a quantidade de pessoas que estavam na praia! Se não bastasse isso, ao passarmos a muvuca, fomos ver as famosas falésias da praia e logo encontramos uma pessoa escrevendo, ou melhor, talhando de forma quase definitva seu nome nas falésias. Fiquei louca: gritei e xinguei e acabei fazendo umas fotos do infrator.

Nesse mesmo dia, fomos pela praia até a Praia do Diogo e de lá não conseguimos ir mais além por causa da maré cheia. Voltamos para o centro do Morro Branco e fomos procurar um lugar para ficar. Encontramos uma pousada super charmosa que serviu para amenizar nossas primeiras impressões de Morro Branco.

No dia seguinte, uma belíssima segunda-feira de sol, estávamos praticamente sozinhos na praia. Um verdadeiro paraíso. Saímos cedo para fazer uma caminhada por cima das falésias e só então pudemos perceber a beleza do lugar. O lugar realmente impressiona pela diversidade de cores que compõe as falésias. E, lá adiante, descemos pela praia e viemos curtindo a beleza das falésias à beira-mar. Lá de baixo, os paredões coloridos ficam ainda mais impressionantes e seguem pela praia por quilômetros adiante. Éramos só nós dois com aquele visual incrível a nossa disposição. Nem parecia a mesma praia do dia anterior!

PS1. Para estragar um pouco a beleza do lugar, no alto das falésias tem várias barracas vendendo as tais garrafinhas com areias coloridas artificialmente e muitas pessoas escreveram seus nomes nas falésias.

Depois do meio-dia seguimos viagem e seguimos pela praia até Canto Verde passamos por praias ainda virgens e que preservam falésias igualmente belas e impressionantes. Nesse trecho, visitamos rapidamente a Barra da Sucatinga, que ficou conhecida no programa No Limite e, mesmo depois da fama, ela ainda mantém o charme e o encanto das pequenas vilas de pescadores.

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