Lagoinha – CE

Lagoinha, Fleixeiras e Mundaú

Não chegamos a Lagoinha no final de semana, mas mesmo assim a praia estava repleta de ônibus de excursão vindos de Fortaleza, o que acabou atrapalhando (e muito!) o nosso desejo de simples contemplação. Alguns livros indicam Lagoinha como sendo uma das praias mais bonitas do Ceará, mas o assédio dos bugueiros e dos vendedores ambulantes prejudicam a paisagem, que nos dias mais calmos, ainda preserva um tanto das pequenas vilas de pescadores.
O que acaba incomodando no nordeste é o assédio dos bugueiros … você vai encontrá-los em quase todas as praias.

Resolvemos insistir e ficamos mais um dia por lá. E, demos sorte. A praia estava vazia e, como a maré estava baixa, seguimos pela areia até as praias vizinhas. Muito mais sossegadas e encantadoras, Guajiru, Fleixeiras e Mundaú ainda preservam a essência dos pequenos vilarejos à beira-mar do Ceará, expressa principalmente pela a pesca em jangadas. O legal desses vilarejos é a simplicidade do povo e a alegria genuína das crianças, que passam o dia todo brincando descalças na rua, fazendo suas pipas ou largando pequenas jangadas nas piscinas naturais formadas na maré baixa.

Na vila de Canabrava, conversamos com alguns pescadores que tinham a recém saído do mar. Diferente dos povos que vivem no sertão que sofrem pela falta de água, os pescadores têm uma imensidão de água à disposição, mas a pesca anda muito fraca. Eles tinham saído para o mar às 4 da manhã e estavam voltando às 10, com apenas 3 lagostas. Nesses dias de escassez, eles não conseguem pescar nem para o próprio sustento.

Na volta, fomos surpreendidos pela maré alta: o nível de um canal que deságua no mar tinha subido muito e não tivemos coragem de ultrapassá-lo. Dessa maneira, fomos impedidos de prosseguir pela praia mesmo vendo Lagoinha a poucos quilômetros de distância, e tivemos que dar uma volta de mais de 60 quilômetros para conseguir voltar à pousada.

Obs: é preciso muita atenção com as marés, o ideal é andar pela praia duas horas antes e depois do pico da maré baixa. Fora desse horário, em alguns
trechos, pode-se atolar facilmente e encontrar alguém para ajudar é praticamente impossível.

Obs: Em agosto o mar de Lagoinha e região estava com muito vento e águas agitadas, no verão dizem que o mar é azul.

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