Casa de Farinha

Saída de Barreirinhas e parada em Parnaíba – MA

A rede de fibra de buriti

O dia de hoje tem um sabor de despedida. O nosso maior objetivo nessa viagem era visitar o P.N.dos Lençóis Maranhenses, isso significa que, daqui para frente, estaremos voltando para casa.

Saímos de Barreirinhas pelo mesmo lugar por onde chegamos e, como não queríamos pagar mais uma vez o guia para nos levar até Paulino Neves, seguimos a Toyota de Linha: uma caminhonete Toyota com bancos de madeira na parte de trás onde, sem conforto algum, espremem-se umas vinte pessoas, além dos freezers e geladeiras que vão para conserto, encomendas para as famílias que moram no caminho e mais todo tipo de mantimento para o pessoal que vive em locais de difícil acesso.

Os que moram ao longo da trilha saem correndo quando ouvem o ronco da Toyota na esperança de que ela traga algum recado dos parentes da “cidade grande” ou até mesmo algum presente ou encomenda. E as crianças fazem festa quando a caminhonete passa.

De Paulino Neves, a viagem até Tutóia é tranqüila. No meio do caminho, resolvemos parar em uma Casa de Farinha. Essa é a época da colheita da mandioca, que é ralada para fazer farinha ou biju. Uma família inteira (10 pessoas) estavam envolvidas com o preparo do biju (uma espécie de biscoito feito com farinha de mandioca, água, sal e côco que é assado no forno de barro). Os homens são responsáveis pela prensagem da mandioca e as mulheres cuidam para o biju não assar demais. A cena é típica dessa época do ano e o Renato fez rolos e rolos de filme. Ficamos cerca de uma hora e meia por lá, jogando conversa fora e descobrindo como vive a Família Oliveira tão acolhedora e simpática.

As mulheres fazem também o famoso artesanato de palha de buriti, mas não tinham nada para nos vender. Nós tínhamos procurado uma rede de buriti em Barreirinhas, mas não havíamos encontrado e perguntamos se as senhoras não tinham nenhuma para nos vender. A única rede de buriti era a que Dna. Maria Luiza tinha feito com muito capricho para seu filho, e que estava sendo usada para um gostoso cochilo da pequena e linda Guilhermina, bisneta da matriarca da família Oliveira.

Resultado: tanto fizemos que conseguimos convencer o menino a nos vender a tal rede por R$ 40,00; (claro que depois da pequena Guilhermina levantar e comer uns 5 bijus fresquinhos). Nós que íamos comprar uma rede na cidade, uma rede sem história, acabamos comprando uma rede que traz consigo a história de uma família que trabalha duro, vive com pouco, mas sabe acolher como poucos. Essa rede a gente não empresta, não vende e não dá… como diz uma música do Luiz Gonzaga.

Dia para colocar as coisas em dia – Placa para o Jipe

Ontem à noite, chegamos em Parnaíba (novamente). Precisávamos ir urgentemente ao Detran, pois tínhamos perdido a placa da frente do jipe em algum lugar das trilhas de areião dos Lençóis Maranhenses e não conseguimos resolver esse problema em Barreirinhas (não tem Detran) e não poderíamos seguir viagem sem placa. Por isso, de manhã cedo, o Renato saiu para resolver esse problema e para dar um banho no jipe, que tinha areia por todos os lados.

À tarde, fomos à Pedra do Sal, uma das praias de Parnaíba, para ver o pôr-do-sol e conseguimos captar algumas imagens interessantes de pescadores e seus barcos.

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